Carta zen 5- trabalhando o karma

Bom dia!
Estou novamente em Belo Horizonte, e embora as flores de Paris sejam um motivo e tanto para não sairmos de lá, voltar para casa é sempre um prazer indescritível.
Mesmo com a sensação de volta para casa, não devemos parar de trabalhar e hoje desejo mostrar a vocês, dois meios de se queimar os karmas.
Quando se diz que há possibilidade de se contornar um problema kármico, todos se impacientam em saber como fazer isso, pois todos temos nossos acúmulos kármicos. E quem não quer escapar da dor que isso traz? Agora, quando se indicam os meios, poucos são os que entendem e seguem as instruções, porque, apesar de a receita ser simples, não é realmente fácil eliminar o karma.
Ele se extingue com atitudes de ação e de conhecimento. E há dois modos básicos de resgatá-lo: pela dor ou pelaa dedicação em fazer o bem aos seus semelhantes, isto é, seguir uma missão.
Primeira manifestação de que um acúmulo de karma está sendo liberado é o sofrimento sentido quando a alma passa por alguma situação aflitiva. O espirito pode permanecer nesse estágio doloroso até que queime o karma ou até que ele possa agir e aprender mais para evitar a dor que o acomete.
Ao estudar as razões da dor, o espirito conclui que, fazendo o bem pelos outros, poderá ter o seu karma trabalhado. Um espírito que queima o karma só pela dor não age; é passivo. Aquele que encontra, junto com suas dificuldades, uma forma de atuar enquanto resgata suas dívidas, torna-se mais sábio, evolui mais depressa e ajuda os outros sofredores. É nesse ponto que muitas pessoas vacilam, encontrando desculpas para ficarem acomodadas na sua dor, se é que, no sofrimento, alguém consegue ficar acomodado…
Em vez de se entregar ao sofrimento, as almas que se iluminam passam, resignadamente, a trabalhar para melhorar a vida dos que também são infelizes. Com humildade, servem ao próximo e caridosamente facilitam a vida dos menos favorecidos. Os dons espirituais afloram nos que buscam socorro espiritual e, assim como recebem luz, passam mais tarde a se tornar fonte de iluminação para outros espíritos sofredores.
As orações, o reiki e a leitura dos evangelhos viram rotina de vida para aquele que queima o seu karma positivamente. Essas práticas, aliadas à ação caridosa, podem fazer com que o sofrimento se afaste e os acúmulos kármicos sejam, um a um, eliminados.
Mas, o que acontece quando alguém decide que vai negar seu karma: não quero e pronto? Sera que é possível fazer isso?
O karma, por sua natureza, é algo que se constitui à revelia da pessoa. Ele é formado pelas atitudes erradas e maléficas, pensamentos de baixo padrão vibratório e palavras negativas. Ele advém de apegos, aversões pela lei de causa e efeito. Sua composição é feita durante varias existências.
Evidentemente portanto, não é possível negar o karma. Recusar-lo está fora da capacidade espiritual, até mesmo seu resgate é limitado pela influência de Deus. Só ele pode decidir se alguém já resgatou, pelo sofrimento ou pelo serviço, um acúmulo de karma.
O homem tem livre arbítrio  que permite que ele volte as costas a uma determinada situação karmica, mas é regra que em outra existência terá que se deparar com a mesma dificuldade. A dívida karmica que não é paga, volta sempre. E’ por isso que o suicídio é um grande crime contra o espirito, tira-lhe toda oportunidade de agir com vistas à melhoria do seu karma.
Quem nega o karma deve saber, portanto, que não esta se livrando dele, mas só adiando o acerto para mais tarde, ficando sujeito a realizar a mesma tarefa em condições bem mais difíceis do que aquelas que se apresentam na vida atual.
Os espíritos negativos assediam as pessoas com karma pesado, despertando nelas a vontade de desistir de uma existência de sofrimento. Quem está sob a influência desses espíritos pode tender à negação do karma e talvez tenha de ser ajudado, em algum momento, para voltar a ter uma mente lúcida. Só então terá seu livre arbítrio reposto e poderá pensar com acerto.
Boa pascoa!
E até o próximo sábado!
Abraços a todos,
Carmem
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