Carta zen 21 – Desapego

Belo Horizonte, 01 de Agosto de 2009
Caros amigos,
hoje estou em minha nova casa! Embora eu tenha sempre recebido toda atenção e carinho de quem me acolheu, refazer nossa casa e voltar para o Brasil me trouxe muito prazer. Gostaria de compartilhar isso com vocês: ter coisas nos traz segurança e nos protege deste mundo dificil!
Através do sermão da montanha, aprendemos que devemos renunciar aos bens para seguir Jesus. Ele mesmo nos disse que é mais facil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, que um rico entrar no reino dos céus.
Estive então pensando sobre isso, já que me deparei com a necessidade de adquirir bens novamente, após uma temporada no exterior onde não convinha adquirir bem algum a não ser o estritamente necessário à sobrevivência temporária.
Bem, foi uma grande lição de vida! E duas constatações: a primeira é de que é possível viver bem com muito pouco; a segunda é de que não há mal algum em se querer ou poder adquirir bens.
Parece contraditório? Não é não, e eu vou explicar:
Qual é o problema? Porque Jesus nos adverte que devemos deixar tudo para seguí-lo?
Penso que a questão perpassa pela forma como lidamos com a matéria. O desapego não significa livrar-se de tudo e sim do quanto você sente que não pode viver sem tudo o que acumulou. Nós nos sentimos donos perpétuos daquilo que compramos. Ou passamos a vida numa paranóia louca de acumular bens!
Se entrarmos por essa energia, desviamos do propósito da existência. Não estamos aqui para adquirir bens. Estamos aqui para cumprir com nossa missão particular de vida e voltar para casa pouco tempo depois (sim, porque cem anos não é nada!).
E entramos numa roda perigosa, pois quanto mais nos afastamos do verdadeiro propósito, mais nos sentimos inseguros diante dos perigos do mundo. E quanto mais nos sentimos inseguros, mais vamos querer adquirir bens para tamponar essa insegurança!
E isso nos afasta de Deus.
O desapego, portanto, é fundamental para que não nos esqueçamos quem somos e porque estamos neste plano tridimensional.
É muito bom poder ter uma casa nova, e ter a tranquilidade de ter nossas coisinhas! Mas, de fato, não são nossas: são emprestadas por um tempo. Estamos apenas cuidando delas enquanto precisamos sobreviver.
Nossos verdadeiros bens estão dentro de nós. E criamos, de fato, através do pensamento.  Quanto menos materialista for nosso pensamento, mais próximos estaremos daquilo que Deus espera de nós como seres em franco processo de emancipação que somos!
Hoje estou feliz por poder, através do trabalho que realizo com minhas próprias mãos, adquirir coisas que me dão prazer e conforto. Mas, tenho plena consciência de que não são meus: eu apenas os administro e passo adiante sempre que o propósito maior me chamar!
Tenham todos uma otima semana!
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