Carta zen 24 – A Ira

Belo Horizonte, 22 de Agosto de 2009
Caros amigos,
Como prometi na semana passada, vamos falar sobre a ira, que é regida pelo elemento fogo!
Por isso, sua manifestação é explosiva. Notamos que o irado é representado pela cor vermelha de suas faces, com seus traços alterados, quase irreconheciveis. A espada ou a lâmina cortante é o objeto da ira divina, com que os deuses punem os humanos, e o homem que mata na hora do odio prefere ferir à faca!
A ira exige uma ação rapida; portanto o irado grita, quebra coisas, bate e fere com alguma arma que tenha à mão.
A ira, como todos os sentimentos negativos, causa duas formações nocivas, e precisamos entender como elas atuam: o campo de força e as formas-pensamento.
O campo de força gerado por uma emoção é semelhante àquilo que o produziu; ele envolve completamente o homem que se entrzega à negatividade, mas também é capaz de interferir no campo aurico de que estiver perto dele. Sua dimensão é proporcional à da emoção que o criou. As formas- pensamento, porém, são entidades geradas pelo pensamento dirigido insistentemente à emoção negativa. A repetição da emoção e dos pensamentos cria uma substância fluidica com atuação autônoma, isto é, essa formação atua independentemente de seu criador.
Um exemplo de campo de força: a ira cria, em casa ou no trabalho, uma sensação de tensão nas pessoas que entram em contato com alguém que passou por essa emoção recentemente, pelo simples fato de se aproximarem dela. Essas pessoas não precisam ter presenciado nem conhecer nada do ocorrido para serem afetadas pelo campo que a negatividade gerou.
Agora, um exemplo de formas-pensamento: por ter muita raiva, um homem deseja a morte de seu inimigo; pensa nisso frequentemente e até visualiza o fato. Sua mulher, mais adiante, passa a ter pesadelos em que vê essa pessoa, como cadaver, a persegui-la. Nesse caso, o pensamento tomou forma e agora age, independentemente da vontade de seu criador.
A primeira vitima da ira é o proprio irado; ele é o maior atingido, fisica e espiritualmente, pela energia de baixa qualidade cuja expressão facilitou. Ela cega a pessoa, descontrola suas funções orgânicas e consome muita energia. O resultado posterior à explosão de ira é ula sensação de enfraquecimento e de envenenamento. A cabeça doi, o apetite pode ser afetado (come com exagero, insatisfatoriamente); algumas glândulas apresentam função desordenada; a pressão arterial torna-se mais elevada que de habito.
Além de fazer mal ao corpo, a ira interfere na mente, causando diversas alterações negativas. O irado é incapaz de fazer uso da razão; por isso, se diz que ele ficou cego pela ira. Como não usa toda a capacidade de sua mente, ele perde contato com a realidade, podendo falhar no discernimento e ficar sujeito à fantasia, que o ilude.
O pior da ira é que ela interfere também, muito acentuadamente, nas pessoas com quem o irado se relaciona. Os primeiros a sofrer as consequências são os filhos e os subordinados, que dependem até fisicamente daquele que tem poder sobre eles. Em seguida, sofrem os que o amam, pois são afastados pelas atitudes de pouco amor.
As expressões violentas de ira: o odio, a colera, a raiva, a furia, a violência. So manifestam assim sua ira os espiritos de pouca evolução. Mas existe também a face social da ira, que é expressa por meio de um comportamento aceitavel e que poucos percebem como uma negatividade igualmente pesada. Essa se apresenta como impaciência, descontentamento, desdém, irritação, indignação, frustração. E é com essa que temos que nos cuidar mais.
Veja so: eu posso compreender imediatamente, se me explicam, que a ira me faz mal e é nociva às pessoas do meu convivio. Como quero melhorar e tenho controle sobre mim, consigo em pouco tempo não gritar mais, nem desejar mal ao meu inimigo, nem quebrar as coisas quando fico irada. Com isso, acho que ja acabei com a ira. Venci!
No entanto, sou capaz de manter viva a minha ira, sem percebê-lo, ao desdenhar a pessoa que fura a fila do banco, fazendo um comentario jocoso, em voz alta, sobre sua mà educação. Ou, talvez, indignar-se com quem passa o carro no sinal vermelho, gritando com ele. Posso, quem sabe, sentir extrema impaciência com a moça lerda da padaria, que me vende o pão com toda calma do mundo. Talvez, ainda, minha expressão dissimulada de ira se expresse pelo meu descontentamento verbal ao ter que ir buscar meu filho no aeroporto na hora em que o trânsito esta péssimo. Viu so como a ira não esta eliminada? Ela apenas foi controlada e isso não é estar livre dela. Para isso, vamos usar a razão e a reflexão, pois elas nos ajudarão bastante.
Semana que vem, continuaremos a pensar sobre a ira e encontrar formas de elimina-la!
Tenham todos ulma otima semana!
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