Carta zen 46 – O VALOR DAS OFERENDAS

Meus queridos amigos,

geralmente ficamos todos muito bem, enquanto tudo na vida corre linear e tranquilo.

No entanto, assim que surjem os obstáculos (você não pensa que viemos à vida somente para nos divertir e assistí-la passar, não é?), fugimos e procuramos quem nos substitua numa tentativa de não passar por aborrecimentos, dificuldades e dores.

Muitas vezes, pagamos um preço altíssimo pelas promessas de fuga sem saber que tudo o que na verdade conseguimos é adiar as necessárias experiências de vida que as leis nos exige para saldar os débitos ou reformar o espírito.

Se pararmos para pensar, os homens, ao longo dos tempos têm usado de artifícios duvidosos nesta tentativa de fuga.

Nas eras primitivas, diante das dificuldades, a humanidade não hesitava em inventar rituais com sacrificios humanos, muitas vezes sacrificando jovens e crianças.

Com o passar dos tempos, passou-se a sacrificar ovelhas, touros, bodes nos santuários. Ainda hoje o sacrifício de animais é praticado em alguns ritos religiosos.

Mais recentemente, o dinheiro tem sido o grande instrumento de troca “divina”!. verdadeiras riquezas têm sido exigidas na tentativa vã de agradar a Deus e aliviar as “penas” da vida, comprando favores no céu!

Será que pensamos que vamos agradar particularmente a Deus comprando-o com bens materiais? Será que Deus é este ser inclinado aos particularismos terrestres?

Hora de acordar, pessoal! Pensemos no exemplo do Cristo que não fez algum ritual, não sacrificou animais ou pessoas, expulsou os vendedores do templo e não enviou substitutos ao calvário.

Teremos, pois, que abraçar a nossa cruz e compreender que o que nos torna cada vez mais “imune” ao sofrimento do mundo material é não nos submetermos a ele! Será uma real conscientização de quem somos nós e, pela reforma íntima, equilibrar a lei de ação e reação em nossa existência.

Vamos aprender a utilizar os instrumentos de cura interna disponíveis para nós hoje em dia, pois acredito que Deus queira que sejamos livres pela consciência e para tanto, temos que entrar em contato conosco mesmos e encarar de frente o que temos de pior.

Mudar intimamente nos livrará da cruz sem ter que barganhar favores no céu.

Tomar consciência é compreender que nossas dores vêm de dentro. E que o mundo será de acordo com o que cada um de nós puder, individualmente, vibrar!
Ao invés de fugir da dor, enfrentá-la e sintonizá-la com nossos defeitos ou dívidas para que transformemos nosso olhar diante da vida e tornemos mestres de nós mesmos.

A terapia de vidas passadas pode ser um valioso instrumento de autocompreensão, mudando a forma como nos colocamos diante dos obstáculos naturais do caminho, fazendo com que nossa oferenda a Deus seja um espírito conhecedor de si integrado com as verdades individuais e cósmicas.

Um abraço a todos.

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