Carta zen 42 – O Divã iluminado

por Carmem FARAGE – zenviver@hotmail.com

Já se sabe, há mais de 100 anos, da importância da vida psíquica, de como o inconsciente dita as regras de nossa vida emocional no cotidiano.
Sabemos que aquilo que vivemos fica registrado e que estes registros se interligam numa teia complexa e inteligente a serviço de nossos desejos inconscientes produzindo indivíduos únicos.
Através das diversas técnicas psicológicas, temos podido, ao longo do tempo, conhecer e acessar o universo humano em sua riqueza de detalhes, objetivando ajudar no processo de individuação ao qual chamamos evolução.
Freud nos deu as principais ferramentas, as chaves do inconsciente e, depois dele, pesquisadores do mundo inteiro se empenham por desenvolver ferramentas que possam reformular os registros do passado ao mesmo tempo que registra novos padrões de comportamento, suprimindo sintomas.
Somos seres em constante evolução: inquietos, inseguros, falíveis, mutáveis, numa busca incessante por respostas aos enigmas da existência. Temos aprendido por ensaio e erro; mas, sobretudo somos seres repetitivos, fixados nos emaranhados emocionais, repetindo erros. Somos seres que sentimos e fazemos coisas, sem saber porque sentimos e fazemos.

A Terapia de Vidas Passadas é o instrumento atual, a ferramenta mais recente que, acessando o inconsciente, faz com que o indivíduo se depare com seus registros mais antigos, indo à origem da formação de condutas, demonstrando que a complexa teia tem raízes muito profundas, que já vivemos milhares de vidas e que essas vidas estão, de alguma forma em nós, provocando ainda hoje nossos padrões de comportamento.
Através de técnicas específicas e simples, onde o paciente permanece lúcido e consciente, funcionando ao mesmo tempo como o observador e o protagonista, refaz sua história pessoal e desbloqueia os padrões de comportamento, estancando a compulsão à repetição e modificando sua vida.
A Terapia de Vidas Passadas permite que possamos atuar em nós mesmos construindo nosso destino com nossas próprias mã
os.
Um pequeno relaxamento faz com que a mente mova as energias necessárias a entrar em uma sintonia própria, permitindo que as lembranças venham à tona com todo o colorido afetivo necessário para que a mudança aconteça.
As lembranças obedecem a um ritmo interno e a uma cronologia inconsciente e observamos que se estabelece no processo uma ordem de prioridade que respeita o nível evolutivo e o livre arbítrio de cada um, servindo a um duplo propósito: a proteção emocional e a cura.
Proteção emocional porque só vamos nos lembrar daquilo que conseguimos digerir.
E a cura se processa na medida em que vamos trabalhando as lembranças e refazendo as conexões conscientes em análise.
Esta análise é feita sob a luz da Psicanálise, utilizando os recursos teóricos e algumas técnicas psicanalíticas, para uma perfeita adequação das lembranças ao nosso cotidiano atual, com muita naturalidade.
Os resultados são comprovadamente mais rápidos e duradouros. Observa-se mudanças nos padrões internos que se revelam no dia-a-dia, promovendo profundas mudanças com grande economia de sofrimento.
Não é necessária crença em reencarnação e não depende de nenhuma outra crença religiosa ou esotérica.

Digamos que do ponto de vista psicanalítico, temos apenas produções mentais, venham de onde vierem – não importa – serão analisadas como produções mentais e, portanto, revelam o inconsciente.
Toda produção mental é carregada de significado, portanto, passível de ser analisada.

Qualquer pessoa acima de 7 anos de idade pode se submeter à Terapia de Vidas Passadas, desde que queira.
Não há mal algum em querer, por livre arbítrio, saber de si. Isso é permitido no sentido evolutivo. Não existe contra-indicação. Como pode haver contra-indicação para a verdade? Se a pessoa é lúcida durante todo o processo, ela é a dona absoluta deste processo. E o terapeuta, mero coadjuvante, habilitado tecnicamente para ajudá-la enxergar suas verdades. E a pessoa só enxerga o que quiser, se quiser!

 

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