Quem sou

foto1No dia 2 de janeiro de 1959 os soviéticos lançaram o satélite Luna 1, primeiro objeto construído pelo homem que conseguiu escapar ao campo de atração terrestre. Vinte e um dias depois, eu nasci. Deve ser por isso que passei minha infância com a cabeça nas nuvens e os olhos nas estrelas, minha professora do primário me chamava de astronauta.
Minha mãe, atarefadíssima com os outros tantos filhos menores que eu, não tinha tempo para reparar na grandeza do Universo. Por isso, fui a única a prestar atenção na história maravilhosa de nossa vizinha que veio dizer a ela, pouco atenta, que  reparasse em como o universo era grande e inconcebível aos nossos olhos! Só eu reparei. E agradeço à essa vizinha espírita, a Elizabeth Montenari, lá de Leopoldina, na zona da mata mineira, por ter ido lá em casa naquele dia. Ela não tinha noção de como mexeu com minha cabeça de criança de seis anos quando disse: nesse universo tão grande, você acha que somos só nós a existir? Pronto. Passei a acreditar e imaginar o que havia além das estrelas e como deveriam ser os ETs!
Muito cedo minha mãe se cansou da vida que levava. Foi-se. E na mistura de tristeza e necessidade de sobrevivência, agarrei-me aos livros. Neles eu buscava a figura de meu pai, um homem ausente que lia muito. Li muito durante toda a infância e adolescência, esperando que tudo passasse rápido e eu não tivesse que levantar a cabeça para ver o que estava acontecendo na vida real. Continuei astronauta.
Ainda que como fuga, o pica-pau amarelo foi minha casa de infância. E, na ausência de pessoas próximas com quem compartilhar experiências, encontrei nos grandes clássicos o espelho das minhas emoções. Descobri os deuses da mitologia grega, que considerei parentes próximos. Disseram-me o que fazer na vida. Serviram-me e me formaram.
Escolhi a Psicanálise porque inventei que iria viver apenas de mente. Não queria contato com ninguém. Mas a psicanálise é implacável e, mesmo contra a minha vontade, apresentou-me o universo humano.
Após a faculdade,  ingressei no Instituto Freud de Psicanálise em Juiz de Fora e por lá fiquei durante oito anos estudando – a teoria, a técnica, a clínica e a formação analíticas. Freudiana, que naquela época, Lacan ainda falava só para a Europa.
Cliniquei com fervor até bater a inquietude de astronauta que me fez procurar outras formas de se entender o ser humano. Fiz a formação em acupuntura e medicina chinesa. No meio tempo, conheci o Dr. Brian Weiss que veio ao Brasil e ministrou workshops de regressão de memória: eu estava lá. Interessei-me e coloquei em prática. Isso foi muito mais que viajar à Lua. O mundo extra físico mostrou-se a mim através dos relatos dos pacientes em estado alterado de consciência. Recorri ao Reiki, que me presenteou com mentores de luz que me guiam até hoje e permitiram que eu fizesse up grades importantes na prática clínica. A visão do mundo espiritual se aprimora e aguça minha fé.
Posso dizer que nunca passei um dia sequer sem ler e estudar. Também fiquei “famosa” aqui em casa: “você não para de inventar moda, heim mãe, seu ETzinho maluco”.

E eu respondo: “Não tem jeito: sou astronauta, cabeça nas nuvens, olhos nas estrelas”.

Em 2008, resolvi ir para Paris. Estudei Psicanálise associada à Antropologia e à Psicanálise Transcultural o que ampliou os horizontes. Fez-me pensar no ser humano que precisa se adaptar à sua cultura, subjugado à raça e pude falar do Banzo moderno que acompanha o imigrante que perde sua identidade e adoece quando é retirado à força de sua terra natal e perde a esperança de ser quem é.
De volta à Belo Horizonte, retomei meu trabalho clínico, onde associo todo o conhecimento que adquiri ao longo de quase 30 anos de estudos voltados à compreensão do homem. Tenho feito estudos independentes sobre Apometria, técnica baseada na física quântica que utiliza o poder da mente em desdobramento para acessar níveis de conhecimento dos corpos sutis e do mundo espiritual que nos cerca, com o objetivo de acelerar a compreensão e a cura de si mesmo.
Psicologia, psicanálise, antropologia, medicina chinesa, reiki, regressão a vidas passadas, técnicas apométricas: tudo que aprendi ao longo destes anos me faz pensar no quanto é necessário que tenhamos uma visão integral do ser humano e mais, que somos parte do universo em evolução.
Assim como é em cima, assim é em baixo – Hermes me avisa que o interior e o exterior são UM, que precisamos entrar em nós mesmos tanto quanto sair de nós! Que o novo homem que vai nascer terá que desenvolver seus dons conhecendo-se a si mesmo na medida em que cria vida externa.
Hoje, vejo que estamos num momento crucial no processo evolutivo da Terra e gostaria de sonhar um mundo melhor onde eu possa auxiliar àqueles que quiserem a fazer o caminho.
Quando me tornei uma mestra de Reiki, percebi que já era mestra de mim mesma, que dominei minhas emoções e me conheci o suficiente para, hoje, aos 53 anos, guiar o outro. Vejo também que, quanto mais eu guio o outro, mais fico pronta para guiar outros.
Sei que nada sei… claro, lógico, mas vejo que o conhecimento faz com que saibamos um pouco. A física sabe um pouco, a psicologia sabe um pouco, a religião sabe um pouco. Cada campo do conhecimento sabe um pouco. E se completam para armar o Ser com instrumentos importantes que nos ajudarão a mudar a nós mesmos e ao mundo!
Ah! Já ia me esquecendo… descobri no fim das contas que, sem amor, eu nada sou.

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4 Respostas para “Quem sou

  1. Fui agraciado com o privilégio de lhe encontrar em um dos caminhos de minha vida. Meus passos hoje são mais convictos e firmes do que “ontem”.
    Namastê!

  2. Sandra Peixoto

    Olá Carmem. Gostei muito do seu blog e fiquei muito interessada em adquirir seus livros. Como posso fazer? Obrigada Sandra Peixoto

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